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21/12/2021

Como a Cummins Brasil alcançou protagonismo global no desenvolvimento de tecnologias

Ao mesmo tempo em que celebra cinco décadas de sua instalação no País, a Cummins Brasil demonstra estar em grande fase, reforçando não só sua participação ao investir em inovação e em produtos que se alinham ao que há de mais avançado nos principais mercados internacionais, como também com sua filosofia de sempre contribuir com o meio ambiente e com a sociedade.

“Hoje, o nosso portfólio conta com produtos de vanguarda, de nível mundial, que se equiparam a todos que a Cummins oferece no mundo; nós temos a capacidade e a tecnologia para produzir tudo isso aqui”, afirma Maurício Rossi, diretor de vendas e de new power da Cummins América Latina.

Não é à toa que a empresa detém participação expressiva no mercado nacional. “Nossa presença no segmento de ônibus ultrapassa 32%, no de caminhões leves é acima de 50% e estamos juntos das principais fabricantes de equipamentos e de máquinas para construção”, detalha Rossi. “Isso nos traz muito orgulho nessa trajetória de 50 anos”, afirma.

Em busca do sucesso social, não apenas comercial

Mas tão (ou mais) importante é a prioridade que a companhia dedica às pessoas que contribuíram e seguem contribuindo para o avanço da empresa. “Eu digo que a Cummins é um exemplo hoje e, embora a gente tenha muitos clientes que, assim como nós, possuem essa preocupação com a inclusão, com a diversidade, com equidade de gênero, com as comunidades, sabemos também que, infelizmente, ainda existem empresas que estão distantes disso”, declara Maurício Rossi.

“Nós ficamos muito orgulhosos por conseguir conjugar a questão da tecnologia presente, atuante e atualizada no mercado, com esse lado que é a nossa cultura, de inclusão, de diversidade, que considero uma grande vantagem por ampliar o escopo do ponto de vista social”, diz o executivo.

Eduardo Oliveira, gerente de assuntos regulatórios da Cummins América Latina, faz coro: “A Cummins Brasil vive e fomenta essa diversidade, o que tem gerado impacto positivo ao nosso redor”. Segundo ele, o constante investimento nas plantas da companhia alavancou a contratação de mão de obra especializada, gerando empregos.

“Isso, além de melhorar a qualidade de vida da comunidade hoje, gera esperança para a próxima geração de membros das famílias. Atualmente, a Cummins Brasil caminha rumo à Indústria 4.0 e vem contratando engenheiros e técnicos cada vez mais especializados, então temos produtos modernos rodando nas ruas e seus processos de manufatura agregando valor à sociedade”, completa.

Protagonismo global para a engenharia brasileira

Para marcar seus 50 anos no País, a Cummins Brasil escolheu o termo “transformação” que, de acordo com Maurício Rossi, tem vários significados na empresa, mas o principal é evolução. Nada mais adequado: “Eu lembro que, há 15 anos, tínhamos motores de seis cilindros em ônibus que geravam muito mais ruído, gastavam mais combustível e emitiam muito mais material particulado”, recorda. “Hoje, trabalhamos com propulsores eletrônicos que além de serem menores, mais limpos e eficientes, ‘conversam’ com câmbios automatizados que evitam trancos e solavancos, tornando as viagens muito mais confortáveis e seguras”, exemplifica.

A evolução, diz o executivo, não impacta somente para o usuário do transporte, mas para toda a cidade, graças ao menor índice de emissões de material particulado e de ruído. “É aumento do bem-estar para todos.”

Transformação também é a palavra adequada para expressar o avanço tecnológico pelos quais a operação brasileira da companhia é responsável. Eduardo Oliveira lembra que a solução Dual Stage, implantada no motor ISF 3.8, foi criada pelos engenheiros brasileiros e entrou para o portfólio do grupo para outros mercados. Outro exemplo é o Gerador com o Motor QSB 6.7, totalmente produzido no País e exportado para diversos países.

“Além disso, há pouco tempo, parte da engenharia brasileira foi destacada para suportar projetos globais, ou seja, além de exportar produtos, também enviamos know-how para o exterior, comprovando que os nossos profissionais têm nível global, assim como os nossos produtos”, afirma.

Em meio século, operação local virou referência em pesquisa e desenvolvimento

A competência técnica local é tão grande, que o Brasil abriga um dos 12 Centros Técnicos do grupo no mundo, o que proporciona inúmeras vantagens aos clientes da empresa na região. “Contribui com o desenvolvimento de nossos produtos e com a integração deles ao veículo ou equipamento de nossos clientes, seja um caminhão ou uma máquina, para que eles possam comercializá-los de acordo com todos os requisitos”, diz Maurício Rossi.

“Trabalhamos para aplicar nossos produtos de acordo com as necessidades dos clientes, levando em conta as características de nosso mercado que, vale lembrar, não se restringe ao Brasil, mas a toda a América do Sul”, acrescenta.

O gerente de assuntos regulatórios ainda ressalta “temos parcerias muito fortes com as montadoras, já que esse trabalho de desenvolvimento precisa ser feito em conjunto, e o Centro Técnico ajuda muito nesse aspecto”. Detalhe importante: mesmo durante a pandemia, a Cummins Brasil seguiu com seu cronograma, investindo R$ 4 milhões na entrega de uma nova sala de desenvolvimento de engenharia para geradores, localizada na planta de Guarulhos.

O desafio da nova legislação de emissões

A Cummins Brasil assegura estar preparada para a evolução progressiva da legislação de emissões no Brasil. “Mas é preciso que as leis sejam muito claras e escritas de maneira a evitar ambiguidades, definindo metas factíveis, de preferência que estejam em linha com limites já existentes em mercados mais desenvolvidos”, declara Eduardo Oliveira. Segundo ele, a palavra-chave é previsibilidade.

O executivo diz que a companhia acompanha a implantação de novas leis no Brasil e em toda a América Latina, em países como Chile, Colômbia e Peru, sempre conectando as necessidades regionais com a capacidade técnica de sua engenharia.

Maurício Rossi garante: “A Cummins Brasil está pronta para a entrada em vigor do Proconve P8 em janeiro de 2023; pois mesmo com a pandemia, não deixamos de focar nesse assunto. Somos favoráveis para que a data seja cumprida, pois é uma questão de benefício para a sociedade, de melhoria ambiental”. Segundo ele, os desenvolvimentos com os clientes seguem avançando na velocidade normal, dentro do que foi previsto para que as montadoras estejam preparadas para atender o programa em janeiro de 2023.

Próxima parada: transição para a eletrificação

Para a Cummins Brasil, a eletrificação vai além dos chamados BEVs (Battery Electric Vehicles, ou Veículos Elétricos a Bateria), incluindo, principalmente o sistema de propulsão Fuel Cell (célula de combustível). “Nós acreditamos que os motores a diesel ainda vão seguir existindo durante algum tempo mas, na próxima década, será incrementada a aplicação dos BEVs em veículos comerciais leves e de transporte de passageiros, principalmente em operações urbanas”, afirma Maurício Rossi.

“Os conjuntos motrizes elétricos a bateria estão ficando menores e mais eficientes, então, é natural que eles tomem espaço dos motores a diesel com o tempo. Mas nós acreditamos que os BEVs serão uma ponte, vão funcionar como uma transição”, diz o Diretor de Vendas.

O executivo defende que a tecnologia do futuro será o hidrogênio, solução que faz parte do portfólio global da Cummins com a linha HyLIZER. Rossi conta que a companhia trabalha no acesso ao hidrogênio verde, baseado na captação de eletricidade gerada a partir de painéis fotovoltaicos (solares) e captação eólica.

Ele conta que a maioria das empresas brasileiras que possui painéis solares em suas plantas aproveita apenas apenas de 20% a 25% da capacidade de absorção dessas placas. Segundo Rossi, a Cummins pretende investir na oferta de equipamentos para a realização da eletrólise por meio da qual se obtém hidrogênio, que pode ser armazenado para abastecer os veículos com sistemas de Fuel Cell da Cummins.

“Estamos investindo fortemente no hidrogênio, tanto na linha industrial, na qual se pode utilizar os HyLIZER para inúmeras finalidades. Quando alguém pergunta se o Brasil vai nessa linha, a resposta é sim. Talvez não na mesma velocidade que outros países mais desenvolvidos, mas o País certamente vai trilhar esse caminho”, completa.

Eduardo Oliveira observa ainda que, durante muito tempo, a adoção de novas tecnologias de emissões foi motivada pelas restrições impostas, ou seja, o Governo reduzia o limite e a tecnologia se adaptava para cumprir com o novo requisito. “Mas agora tem havido uma maior conscientização e demanda por tecnologias ainda mais limpas para aplicações específicas como transporte de passageiros, o que tem causado o que a gente chama de descentralização”, conta. Segundo ele, além de cumprir novas legislações, a companhia quer incentivar essa adoção voluntária de soluções sustentáveis. Um caminho bom para os negócios e melhor ainda para a sociedade e meio ambiente.

Redação AB – 21/12/2021